Infratores podem ser multados em R$ 85,13. Em 2015, 1.139 pessoas morreram atropeladas nas estradas.




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A partir desta sexta-feira (8) passou a ser obrigatório dirigir com o farol baixo ligado mesmo durante o dia nas rodovias de todo o Brasil. É uma questão de segurança.

Foi um dia de sol em São Paulo, mas os motoristas tiveram que se comportar como se dirigissem à noite.

Muita gente se lembrou na última hora que a partir desta sexta-feira (8), nas estradas de todo o país, os carros precisam trafegar com os faróis baixos acesos. É lei.

Após 13 quilômetros numa estrada é que foi encontrado o primeiro aviso para os motoristas. E olha que nem todos prestaram atenção.

A multa para quem esquecer da nova regra é de R$ 85,13, além de quatro pontos na carteira.

Faltou atenção. Os motoristas tinham que acender os faróis baixos, que têm luz forte, e não a lanterna, que não ilumina. Por isso é proibido. Farol de neblina também não pode.

O Denatran autorizou a luz de LED forte, separada da lente dos faróis, mas o LED interno, bem fraquinho, não pode, dá multa.

A fiscalização não vai ser feita com uso dos radares fotográficos. O motorista que se esquecer de acender os faróis do carro só vai ser multado se for parado numa blitz ou passar por um policial. E não precisa parar o carro. A Policia Rodoviária espera que haja adesão, assim como aconteceu com o cinto de segurança, quando o uso virou lei. Acender os faróis na estrada pode salvar vidas.

Em 2015, 1.139 pessoas morreram atropeladas nas estradas.

“Usar os faróis baixos ligados durante o dia ou as luzes de rodagem diurnas proporciona a esse veículo uma visibilidade muito maior tanto para os outros veículos como para os pedestres e ciclistas”, explica Ricardo de Paula, chefe da delegacia da Polícia Rodoviária Federal.

Paulo Schor, oftalmologista, explica por quê: “Quando existe uma luz lateral, nós olhamos e aí nós conseguimos ver os detalhes, porque nós estimulamos células retinianas, que não estão no centrinho da visão, que estão na periferia e que são facilmente estimuladas. São células, por exemplo, que enxergam melhor no escuro do que no claro, que é exatamente essa situação”.

Na estrada, passou um táxi todo apagado. O taxista voltou para se explicar. “Vou colocar uma etiquetinha bem no meio da minha direção e no canto do vidro: ‘Não esqueça de acender o farol’. Vou ter que ter uma consciência para não poder acontecer isso”, disse o taxista Mário Gomes.

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