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Força tarefa do Ministério Público deve analisar relatórios de institutos e avaliar denúncias de supostas fraudes; comprovada qualquer irregularidade, estas empresas ficarão proibidas de divulgar novos levantamentos.

As suspeitas de manipulação de pesquisas eleitorais em São Luís – que ganharam força no fim de semana, com a divulgação de números eivados de desconfiança – pode levar a Justiça Eleitoral a proibir determinados institutos de divulgar novos levantamentos.

Juízes e promotores eleitorais devem receber esta semana denúncias pormenorizadas contra empresas que atuam na capital maranhense – e pretendem cruzar os dados com os relatórios informados pelos próprios institutos no momento do registro das pesquisas.

A multa para divulgação de pesquisas irregulares chega a R$ 106 mil.

Mas agora, além da multa, a suspeição sobre institutos tem levado TREs de outros estados a proibir determinados institutos a divulgar levantamentos eleitorais. (Leia aqui)

As principais irregularidades apontadas em levantamentos são a discrepância entre os dados de uma pesquisa espontânea e outra, estimulada; candidato que aparece na frente, mesmo tendo aumentado a rejeição e; sobretudo, valores cobrados por institutos para realizar pesquisas gigantes, com até 2 mil questionários, dentro de prazos exíguos.

Especialista em pesquisa eleitoral, o jornalista Daniel Mendes – ligado ao PDT, do prefeito Edivaldo Júnior – estranhou, ele próprio, os números divulgados pelo Instituto Econométrica, no fim de semana, que despertou a atenção dos investigadores eleitorais.

– Sobre o segundo turno, também estranhei que o terceiro colocado no primeiro seja o vencedor em todos os cenários. Teria que ter acesso aos cruzamentos para ver como isso se explica. Qual a homogeneidade do voto da Eliziane? Por que os votos de Edivaldo correm mais para Wellington num segundo turno dele com Eliziane? São muitas dúvidas que precisam aguardar mais pesquisas para confirmar ou não o acerto da Econométrica. Por sorte, na próxima quarta-feira teremos uma pesquisa Data-M, com 2 mil questionários. É a maior amostra já feita até agora e veremos  com maior rigor pra onde o vento está soprando –destacou.

Ocorre que o DataM, citado por Mendes – um dos mais denunciados à Justiça Eleitoral  na eleição passada – decidiu adiar a divulgação dos eu levantamento, alegando problemas com o registro no TSE. (Saiba mais aqui)

Mas a Justiça Eleitoral já está de olhos abertos…

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