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Barbosa da Dimensão é preso pela PF por pagar propina a auditores da Receita.






Em 2014, PF levou documentos da Dimensão Engenharia




O empresário Antonio Barbosa Alencar, o Barbosa, proprietário da Dimensão Engenharia, foi preso hoje (12) pela Polícia Federal, em São Luís.

Auditores da Receita Federal também são alvo de uma nova operação dos federais, batizada de Lilliput.

A ação conjunta contou com a participação da Receita Federal do Brasil e do Ministério Público Federal. No total, foram cumpridos 9 mandados de prisão temporária, 11 de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão.

Além de Antônio Barbosa, foram presos Antônio Alves Neto, Osmir Torres Neto, Arivaldo Silva Braga, Alan Fialho Gandra, Alan Fialho Gandra Filho, Maria das Graças Coelho Almeida, José Roosevelt Pereira Bastos Filho e Dário Jacob Bezerra.

Há ainda 13 mandados de prisão em aberto.

Segundo a Polícia Federal, o empresário foi flagrado sonegando impostos federais e, quando fiscalizado pela Receita Federal, pagou propina aos auditores.

“Informe policial apontou que auditores fiscais, durante ação de fiscalização em obras de empresas de construção civil componentes de um importante grupo de empresas desta capital, teriam detectado irregularidades que estariam dando ensejo à diminuição ou supressão de tributo federal (contribuição previdenciária) e, uma vez noticiado o fato ao proprietário da empresa alvo da fiscalização, este teria ofertado aos auditores vantagem econômica indevida para que a ação fiscalizadora fosse protelada o máximo possível”, diz a PF em nota.

Segundo o órgão, a ação se estendeu a vários empreendimentos da construtora e houve, de fato, protelação às fiscalizações.

“Durante a investigação foi possível verificar que realmente se empreendeu ritmo protelatório às fiscalizações em face das empresas, concorrendo decisivamente quando da lavratura dos autos de infração para que elevada parcela do crédito tenha sido atingida pela intencional decadência, e tendo ainda providenciado em grande porção do crédito fiscal a ocorrência dolosa de vícios no lançamento de tributos, tudo, visando a possibilitar ao empresário, ao final, o recolhimento aos cofres da União de valor bem inferior ao efetivamente devido”, completa o comunicado oficial.

Lilliput

A PF explicou porque deu o nome de Lilliput à operação:

Lilliput é uma ilha fictícia do romance As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.

O tamanho diminuto dos liliputianos corresponde a sentido figurado empregado pelo autor do texto e que representa a pequenez de valores daqueles que viviam em constante guerra por futilidades.

A escolha do nome Operação Lilliput é uma referência ao principal objetivo da organização criminosa investigada: a obtenção de vantagem econômica a qualquer custo, mesmo que mediante a corrupção de agentes públicos.

Outra investigação

Barbosa já é alvo de outra investigação, desencadeada em 2014 por meio da Operação Cartago, por suposta participação num esquema que pode ter desviado R$ 500 milhões da Caixa Econômica Federal (reveja).


 

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