Ex-presidente de Cuba morreu na madrugada deste sábado, aos 90 anos. Para Sarney, Fidel está entre os 'maiores líderes da América Latina'. 
O ex-presidente da República José Sarney afirmou neste sábado (26), em nota, que o ex-presidente de Cuba Fidel Castro, que morreu aos 90 anos em Havana, promoveu uma “revolução romântica” que ‘apaixonou a juventude do mundo inteiro”.
O ex-líder cubano morreu à 1h29 (hora de Brasília) deste sábado. A informação foi divulgada pelo seu irmão Raúl Castro em pronunciamento na TV estatal cubana.
Sarney se refere a Fidel como o “mito”, com quem manteve uma “relação cordial e amiga”. Ele destacou ainda ter reatado as relações do Brasil com Cuba e ressaltou ter sido o primeiro chefe de Estado a propor sua entrada na Organização dos Estados Americanos (OEA).
Para o ex-presidente brasileiro, Fidel Castro “pertence agora à História, com a densidade que o coloca entre os maiores líderes da América Latina”.
Na nota, Sarney presta solidariedade ao povo cubano e à família do ex-líder cubano.
Leia a íntegra da nota de José Sarney sobre a morte de Fidel Castro abaixo:
Dois homens marcaram profundamente a história de Cuba: José Marti e Fidel. Fidel foi uma legenda dos tempos modernos, ocupando grande parte do século XX. Promoveu uma revolução romântica que, com Che Guevara e Camilo Cienfuegos, apaixonou a juventude do mundo inteiro.
Tive com Fidel uma relação cordial e amiga. Conheci o mito. Reatei relações do Brasil com Cuba e fui o primeiro chefe de Estado a propor sua entrada na OEA e a criticar o embargo americano.
Ele pertence agora à História, com a densidade que o coloca entre os maiores líderes da América Latina, junto de Bolívar, San Martin e Tiradentes.
Minha solidariedade ao povo cubano e a sua família.
Do G1 Brasília

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