Em meio a gritos de “Brasil pra frente, Geraldo presidente” e discursos contra a corrupção, políticos do PSDB defenderam prévias para escolha do candidato ao Planalto durante o sétimo encontro de tucanos eleitos do Estado de São Paulo.
O evento reuniu os maiores caciques, com exceção de outro virtual candidato, o senador Aécio Neves, que foi derrotado por Dilma Rousseff em 2014.
O coro das prévias partiu especialmente do prefeito eleito João Doria (PSDB), que ao fim de seu discurso estendeu uma bandeira do Brasil ao som do “Tema da Vitória”, música celebrizada nas corridas em que o piloto Ayrton Senna subia ao primeiro lugar do pódio.
O evento foi marcado por saia justa, já que outro sempre pré-candidato José Serra, que é ministro das Relações Exteriores, foi um dos homenageados, mas não foi citado nenhuma vez como eventual postulante.
Além de Serra, Doria e Alckmin, estiveram à mesa de tucanos de alta pelugem o também os senadores José Aníbal, Aloísio Nunes, o deputado federal Alberto Goldman, e os ministros Bruno Araújo (Cidades) e Alexandre de Moraes (Justiça).
As prévias no modelo direto, com participação de todos os filiados, foram defendidas também por Moraes, que é potencial candidato ao governo estadual em 2018.
O entorno do governador tem apostado no discurso das prévias como forma de pressão ao senador Aécio Neves, presidente nacional do partido, para que desista da eleição pelo Planalto em 2018.
Depois da eleição de João Doria em São Paulo, alckminitas apostam que o governador tem força suficiente para vencer uma disputa interna. A ala ligada a Aécio lembra, no entanto, que o mineiro controla o partido nacionalmente.
Em um gesto de aproximação ao grupo adversário, o PSDB paulista convidou o ministro Bruno Araújo, ligado a Aécio, e em seu discurso Alckmin exaltou o tucano: “Não esqueçam esse nome”
“Em São Paulo já é uma tradição [ter prévias], mas esse não é o tema nesse momento”, desconversou Alckmin em entrevista coletiva ao fim do evento.
APOIO A TEMER
O chanceler José Serra fez um discurso protocolar aos prefeitos eleitos e, em meio à antecipação da disputa interna no PSDB para 2018, usou sua fala para fazer um aceno ao presidente Michel Temer (PMDB).
“Nosso partido se envolveu no governo Temer. Temos responsabilidade e temos que contribuir para dar certo. Ou o adversário que nos derrotamos vai voltar”, disse Serra. (Folha de SP)

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