Ex-presidente foi indiciado pelo crime de corrupção passiva e os demais, por lavagem de dinheiro.

Samuel Nunes e José ViannaDo G1 PR e da RPC
Polícia Federal indicia Lula, Palocci e outras cinco pessoas na Lava Jato Investigação trata de suposta lavagem de dinheiro no Instituto Lula. Ministério Público Federal vai analisar investigação antes de abrir processo.
A Polícia Federal (PF) decidiu indiciar o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a ex-primeira-dama Marisa Letícia e outras quatro pessoas, na Operação Lava Jato.  
O ex-presidente foi indiciado pelo crime de corrupção passiva, enquanto todas as demais pessoas citadas foram indiciadas por lavagem de dinheiro. 
Veja a lista de indiciados Luiz Inácio Lula da Silva - ex-presidente da República Marisa Letícia Lula da Silva - ex-primeira-dama Antônio Palocci Filho - ex-ministro nos governos Lula e Dilma Glaucos da Costa Marques - Sobrinho do pecuarista José Carlos Bumlai, já condenado na Lava Jato Demerval de Souza Gusmão Filho - Dono da empresa DAG Construtora Roberto Teixeira - Advogado do ex-presidente Lula Branislav Kontic - Assessor do ex-ministro Palocci O G1 tenta contato com os indiciados. 
O indiciamento trata de dois casos distintos: o primeiro é sobre a compra de um terreno, que seria utilizado para a construção de uma sede do Instituto Lula. 
O segundo é sobre o aluguel do apartamento que fica em frente ao que o ex-presidente mora. A Polícia Federal defende que ambos os casos tratam de pagamento de propina da construtora Odebrecht, ao ex-presidente. 
Os dois casos corriam em inquéritos diferentes. No entanto, o delegado Márcio Adriano Anselmo, que produziu o indiciamento, considerou que deveria unir as duas investigações, por se tratarem de fatos correlatos. 
Conforme a investigação, o ex-ministro Antônio Palocci operava distribuindo a propina da Odebrecht ao Partido dos Trabalhadores (PT). A PF diz que ele usava a influência para atuar em favor dos interesses da empreiteira junto ao governo federal. 
Conforme a PF, Lula foi um dos beneficiários dessa propina. Uma parte dela foi com a compra do terreno que seria usado para a construção da sede do INstituto Lula. O terreno foi adquirido por meio da DAG Construções. 
A polícia diz que a empresa atuava como um preposto da Odebrecht. Embora o terreno tenha sido adquirido, não houve mudança na sede do instituto para o referido terreno.

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