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Vereadora do PSOL, Marielle Franco é assassinada a tiros no Rio de Janeiro

Morte de Marielle Franco
Governo diz que PF está 'à disposição' para investigações.
Temer convocou reunião, e ministro da Segurança Pública vai ao Rio hoje.
VIOLÊNCIA NO RJ - Polícia investiga se vereadora Marielle Franco foi executada e ouve testemunhas.
Parlamentar do PSOL levou 4 tiros na cabeça. Motorista do carro também morreu e assessora sobreviveu. Eles voltavam de evento no Centro do Rio.
Líder da Maré
Um dia antes de ser morta, Marielle postou desabafo sobre violência.
No sábado, ela havia denunciado na web ação truculenta de policiais em Acari.
Vereadora do PSOL
Negra da Maré e socióloga, Marielle foi a 5ª mais votada no Rio em 2016.
Ela era uma das relatoras de comissão que iria monitorar intervenção federal.
Repercussão
Famosos homenageiam vereadora Marielle Franco nas redes sociais.
Governos federal, estadual e Prefeitura lamentam morte.
OAB exige apuração rigorosa; PSOL diz que 'não se calará'.
Mídia internacional
Imprensa internacional repercute morte de vereadora do PSOL.
Agência AP destaca que morte foi 1 mês após anúncio de intervenção no RJ.
Quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro em 2016, com o voto de 46.502 mil eleitores, Marielle Franco (Psol) foi assassinada a tiros na noite desta quarta-feira (14), na região central do Rio de Janeiro, no bairro do Estácio. Com 39 anos, a parlamentar de primeiro mandato estava dentro de um carro e foi morta junto com o motorista que a conduzia na volta de um evento na Rua dos Inválidos, na Lapa, segundo registros da imprensa fluminense. O Psol divulgou nota de pesar há pouco (leia abaixo).
Congresso em Foco
De acordo com o relato do jornal O Dia, um carro ainda não identificado parou ao lado de seu veículo na Rua Joaquim Palhares quando dois bandidos dispararam tiros e, em seguida, fugiram do local. Diversas marcas de tiro ficaram gravadas na lateral do carro.
Ainda segundo o jornal fluminense, uma pessoa ainda não identificada foi atingida por estilhaços depois do tiroteio. Policiais militares do 4º BPM, na Praça da Harmonia, e bombeiros foram mobilizados e interditaram a via. Coube à Delegacia de Homicídios (DH) realizar a perícia do duplo assassinato.
Socióloga com mestrado em Administração Pública, Marielle nasceu em 27 de julho de 1979 e foi criada na Maré, bairro da periferia do Rio. A parlamentar cursou Sociologia na Pontifícia Universidade Católica (PUC), com auxílio de uma bolsa integral, e concluiu o curso de mestrado na Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua dissertação de mestrado teve como tema “UPP: a redução da favela a três letras”. Como profissional, entre as atividades mais recentes, foi assessora parlamentar do deputado estadual Marcelo Freixo, um dos líderes do Psol fluminense, antes de se eleger vereadora.
Em seu site pessoal, ela faz um breve registro sobre sua trajetória. “Trabalhei em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenei a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado de Marcelo Freixo. Iniciei minha militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré. Aos 19 anos, me tornei mãe de uma menina. Isso me ajudou a me constituir como lutadora pelos direitos das mulheres e debater esse tema nas favelas”, escreveu Marielle.
Ontem (terça, 13), em uma de suas mais recentes postagens no Facebook, Marielle registrou a seguinte mensagem: “Nós, mulheres negras, somos a maioria da população. E ainda assim precisamos mover estruturas para garantir direitos iguais. Por isso, amanhã, quarta-feira (14), vamos reunir mulheres incríveis pra compartilhar nossas vivências, seguindo os passos das que vieram antes de nós. Somos resistência, afeto, luta e esperança! VEM! Esse evento lindo faz parte da campanha 21 dias de ativismo contra o racismo!”.
Leia a nota do Psol:
MARIELLE FRANCO PRESENTE!
O Partido Socialismo e Liberdade vem a público manifestar seu pesar diante do assassinato da vereadora Marielle Franco. Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação. A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta. Exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!
Marielle, presente!
Partido Socialismo e Liberdade
14 de março de 2018

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