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Empresas investigadas desviaram R$ 870 mil da Lei Rouanet, diz CGU

Operação Apate: agentes da Polícia Federal cumprem mandado de busca e apreensão em Ribeirão Preto (Foto: Paulo Souza/EPTV)
Despesas superfaturadas - Operação contra a fraude ocorre em Cuiabá, São Paulo e Ribeirão Preto.
Empresa beneficiada com a Lei Rouanet em MT superfaturava despesas em 80% e fraudava documentos, diz CGU.
Desvios são de R$ 870 mil, num universo de R$ 1.634.9276 de contratos analisados. Fraudes viabilizaram a locação de uma praça pública por R$ 90 mil.
Por G1 MT

A empresa investigada na Operação Apate, deflagrada nesta quinta-feira (26) pela Polícia Federal, em Cuiabá e em São Paulo, praticou diversas irregularidades e superfaturou em até 80% dos recursos que foi beneficiada pela Lei Rouanet.

A Operação Apate investiga despesas superfaturadas e fictícias. Foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Ribeirão Preto (SP). Não há mandados de prisão.

De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), os desvios ocasionaram um prejuízo da ordem de R$ 870 mil, num universo de R$ 1.634.9276 de contratos analisados.

Uma empresa investigada captou recursos por meio da Lei Rouanet e na fase de execução dos projetos, em 2014 e 2015, em Cuiabá (MT).

A empresa praticou diversas irregularidades, entre as quais: despesas superfaturadas em até 80% do valor de mercado, despesas fictícias, contratação de empresas inexistentes e adulteração de documentos. Também restou comprovado que, no ano de 2015, as fraudes viabilizaram a locação de uma praça pública por R$ 90 mil.

Ainda conforme a CGU, as empresas contratadas efetuavam o ‘retorno’ do percentual superfaturado por meio de transferências entre contas bancárias ou saques em espécie.

Também foi decretado o sequestro de bens, valores e imóvel dos envolvidos, além da proibição de apresentação de novos projetos e imediata suspensão daqueles em andamento sob a responsabilidade dos investigados.

Na mitologia grega, Apate era um espírito que personificava a fraude, o dolo e o engano.

Em Ribeirão Preto, os agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão em um prédio localizado na Avenida Doutor Plínio de Castro Prado, no Jardim Palma Travassos. O delegado da PF Guilherme Biagi, que acompanhou os agentes, disse apenas que o escritório investigado colaborou com a equipe e entregou os documentos solicitados.

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