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GUERRA: ONU rejeita pedido russo para condenar o ataque com 105 mísseis na Síria



GUERRA - ONU rejeita pedido russo para condenar o ataque com 105 mísseis na Síria.
EUA, França e Inglaterra alegam que alvos foram fábrica e armazém de armas químicas do governo de Bashar al-Assad.
Conselho de Segurança da ONU rejeita pedido russo de condenação a ataques na Síria
Apenas a Rússia, a China e a Bolívia votaram a favor do projeto de resolução. Oito países votaram contra a proposta, enquanto quatro se abstiveram.
Por G1

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas rejeitou neste sábado (14) resolução russa que pedia uma condenação dos ataques à Síria. A minuta da resolução proposta pela Rússia considerava que o ataque dos EUA e de aliados ao regime sírio representa uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.

Na resolução, a Rússia pedia ainda às três nações que orquestraram o ataque (França, Reino Unido e Estados Unidos) que evitassem no futuro o uso da força contra o regime de Bashar al-Assad.

Contudo, apenas a Rússia, a China e a Bolívia votaram a favor do projeto de resolução. Oito países votaram contra a proposta, enquanto quatro se abstiveram.

Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU precisa de nove votos a favor e nenhum veto pela Rússia, China, França, Reino Unido ou Estados Unidos para ser aprovada. As informações são da agência Efe e Reuters.

A ofensiva dos Estados Unidos e aliados foi orquestrada após controvérsias envolvendo o uso de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad.

Por isso, de acordo com os EUA e aliados, a ação teve por dentre seus alvos centros de pesquisa relacionados à produção desses armamentos. Tanto a Síria como seus aliados negam as ofensivas com armas químicas.

Após o ataque, o Exército sírio informou que a ação deixou três civis feridos após alguns mísseis que estavam indo para uma posição militar em Homs serem desviados de sua trajetória. O Pentágono, por sua vez, diz que não há vítimas.
Centro de pesquisa científica na Síria, destruído após ataque coordenado de EUA, França e Reino Unido, em 13 de abril de 2018 (Foto: Omar Sanadiki/Reuters) 

Na ação, três alvos foram atingidos, segundo o Pentágono: um centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológicas em Damasco, um armazém de armas químicas em Homs (a leste de Damasco) e uma base na mesma cidade que também teria armas químicas.

No total, 105 mísseis foram lançados contra os três alvos na Síria, ainda segundo o Pentágono. É quase o dobro da quantidade de armamento usada no ano passado, quando os norte-americanos reagiram a outro ataque químico atribuído ao regime de Assad que deixou 86 mortos.

Nações sobem o tom após ataque
O ataque na Síria tem colocado Rússia e Estados Unidos em posições antagônicas, com ambas as nações subindo o tom em sua defesa de posições. O discurso está em torno de quem tem agravado a crise humanitária: os Estados Unidos com o ataque; ou a Síria com a continuação de seu suposto programa de produção de armas químicas.

Enquanto Donald Trump tem comemorado no Twitter que a missão contra centros de pesquisa produtores desses armamentos foi cumprida; a Rússia diz que os Estados Unidos pioraram ainda mais a catástrofe humanitária na Síria.

A Rússia é uma das principais aliadas do regime de Bashar al-Assad, enquanto os Estados Unidos tentam ações na Síria para conter o avanço do Estado Islâmico.

"Estou muito orgulhoso do nosso exército que será, depois de investidos bilhões de dólares aprovados, o melhor que o nosso país já teve. Não haverá nada, ou ninguém, sequer próximo!", disse Trump no Twitter.

Donald J. Trump
@realDonaldTrump
 So proud of our great Military which will soon be, after the spending of billions of fully approved dollars, the finest that our Country has ever had. There won’t be anything, or anyone, even close!

9:29 AM - Apr 14, 2018
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"Com as suas ações, os EUA pioram ainda mais a catástrofe humanitária na Síria. Eles levam sofrimento para a população civil, e de fato, toleram os terroristas que torturam há sete anos o povo sírio", disse o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em pronunciamento.

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